sábado, 8 de dezembro de 2012

Por que ser Hippie?

Não existem amantes da música que não tenham ouvido falar nos Hippies, aqueles jovens que eram totalmente contra a cultura dos anos 60.

Mas, por que naquela época havia um grande número deles? Por que admirar a filosofia Hippie?

Eles eram um exemplo de como um ser humano deve ser. Eu separei algumas causas para vocês entenderem um pouco mais de cada detalhe e se inspirarem, ou não.


Música:
Influenciados pela literatura Beat e por todos os acontecimentos, era na música que os jovens se expressavam. A música era como uma forma de protesto, tanto para tentar revolucionar quanto para contar ás pessoas tudo o que passavam.


Woodstock:
O maior festival de música. Previsto para 200.000 pessoas. Mas 500.000 estavam lá e não havia estrutura suficiente para atender ao público. Assim muitas pessoas acamparam em lugares próximos. Não houve um registro de violência. Apenas duas mortes registradas, uma por overdose e outra por atropelamento. Os jovens estavam ali apenas para se divertir e aproveitar a música. Foi o festival mais pacífico que existiu.


Roupas e Aparência:
Eles não queriam depender dos mercados formais. A importância era voltada mais ao amor do que a coisas matérias, por isso eles usavam cabelos e barbas compridas e roupas rasgadas para criar um contraste com a sociedade “certinha” e o consumismo. Ter cabelo grande era considerado uma ofensa pela população que achava ser anti-higiênicos ou coisa de mulher. As cores berrantes faziam alusão á psicodelia.


Paz:
As pessoas estavam passando por um período de pós guerra, elas não queriam mais perder parentes ou amigos em guerras futuras.  Estava ocorrendo a Guerra do Vietnã, então os hippies criaram um movimento chamado Verão do Amor, que aconteceu em várias partes do mundo. O movimento contou com a participação de romancistas premiados, astros do rock, hippies, professores rebeldes e pessoas simples da classe média, para protestar contra a guerra.


Não-violência:
Os protestos eram sempre constituídos por um movimento por direitos civis, igualdade e anti-militarismo nos moldes da luta de Gandhi e Martin Luther King. Tentavam resolver os problemas sem violência.


Amor Livre:
O amor e a paixão acabavam. O amor falado entre os hippies é apenas a forma harmoniosa de viver sem restrições e distinções e ter prazeres, tanto sexuais, físicos ou intelectuais. Eles também tinham grande repúdio à ganância e à falsidade.



Inspirações nas Religiões:
Alguns dos hippies que participaram de movimentos contra a guerra do Vietnã, por exemplo, eram soldados que voltaram da guerra e que nesse período tiveram contato com os Indianos e a cultura oriental. A partir desse contato, se inspiraram na religião e no jeito de viver para protestarem. O incenso e meditação são parte integrante da cultura hippie inspirados também em algumas religiões.


Natureza:
Para eles a natureza é a nossa verdadeira mãe, dela aproveitamos muito sem custar nada, como a luz do sol e o aroma das flores. Por isso eles a defendiam e a protegiam. Usavam também roupa de tecidos naturais, que não são poluentes, fazem reciclagem, compram produtos que são fabricados com material não poluente e reciclado, entre outras atitudes.


Drogas:
Os hippies faziam uso da maconha e LSD para explorar os vários estados da consciência humana, através da meditação e também porque um psicólogo da época afirmava que havia benefícios terapêuticos e espirituais do LSD. Mas sobre as consequências, acredito eu, que eles não tem total culpa. Os hippies surgiram depois da 2° guerra mundial, a sociedade era muito “certinha”, certos assuntos eram proibidos, eles eram presos pelo autoritarismo e quando conheceram as drogas não havia tantas informações.


Intelectualização:
“Fome intelectual insaciável. Raramente são adeptos à muitas inovações tecnológicas, preferindo uma vida distante de prazeres materiais.” Muitos buscavam inspiração na literatura Beat. Os Beatniks eram jovens intelectuais, principalmente artistas e escritores, que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico.


Não há regras quanto ao que deseja ser:
Não havia restrições nem regras para que uma pessoa integrasse a um grupo hippie. Tudo citado acima era a forma que eles eram e pensavam, mas eles não obrigavam as pessoas a serem assim e também não criticavam quem era diferente.  Um integrante de um grupo hippie poderia ter a religião que ele quisesse e se algo fosse contra os seus valores, eles respeitavam.





“Como espalhar a Paz se não estás em paz contigo próprio?”


Então, mais alguém aí concorda que deveriam existir mais Hippies atualmente?


Lily.

Um comentário:

  1. Concordo que deveriam existir mais pessoas em busca do convívio pacífico e solidário.

    A nomenclatura não importa tanto.

    Ficaram boas as colocações, informam sem deixar o texto cansativo. KEEP GOING!

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